O AIRSOFT

“O AIRSOFT”

O Airsoft é um esporte de aventura, no qual os praticantes simulam ações policiais ou militares.
Atualmente praticado em todo o mundo!


O que é o AIRSOFT?


OAirsoft é um esporte de aventura, no qual os praticantes simulam ações policiais e militares, recreativamente, com armas de pressão que atiram projéteis plásticos não letais, de 6 mm de diâmetro. O esporte surgiu no Japão, no final dos anos 1970, em razão das proibições do porte e da aquisição de armas de fogo impostas pela legislação local pós-Segunda Guerra Mundial. As armas de pressão se tornaram uma alternativa para a prática do tiro desportivo, que evoluiu para a simulação militar. A partir daí, espalhou-se pelo leste asiático e pelo mundo. Atualmente, o Airsoft é praticado desde partidas mais informais até as que envolvem grande elaboração, com o envolvimento de grande número de operadores, complexidade de objetivos e missões e elementos que conferem mais realidade ao esporte.

Onde praticar?


Os cenários são diversos e influenciam diretamente na qualidade e desenvolvimento do esporte, visto que não existe padronização de um espaço (campo) para o desenrolar das partidas. Comumente são utilizadas áreas de mata, em que são simuladas situações de guerra real, em que são exigidas habilidades de camuflagem e deslocamento. É uma alternativa mais viável à prática do esporte onde não existem espaços disponíveis. Onde é possível, pratica-se o chamado CQB (Close Quarter Battle) ou combate em ambiente confinado. Devido às poucas opções de espaços específicos para a prática desta modalidade, geralmente recorre-se à edificações abandonadas, fábricas desativadas, etc. Apesar de aproximar-se mais de simulações policiais, retrata também combates militares urbanos e de guerra civil, proporcionando ação e realismo sem igual aos praticantes.

Armas de Airsoft


Existe uma certa temeridade em usar o termo arma no Brasil, quando tratamos de Airsoft, sobretudo em função da Lei 10.826/03, conhecida como Estatuto do Desarmamento. Entretanto, este é o termo correto, pois nada mais são do que armas de pressão. As armas de Airsoft disponíveis hoje no mercado aproximam-se de maneira surpreendente das reais. No entanto, existem normas a serem seguidas para diferenciá-las das reais, como a ponta de cores laranja ou vermelho vivo e a maneira adequada de transportá-las. É importante lembrar que, embora pareçam reais, as armas de Airsoft não podem, pela natureza dos materiais que são compostas, serem convertidas em armas de fogo. Muito se fala a esse respeito, mas tal hipótese é impossível, dada a baixa resistência do corpo das armas para suportar um disparo real. As armas são classificadas, de acordo com o mecanismo de funcionamento, em Spring’s (ação por mola simples), AEG’s (Airsoft Eletric Gun) ou GBB’s (Gás Blow Back). Não entraremos aqui em discussão de qual atende melhor o operador, mas sim quanto à ação de disparo.

As Spring’s estão há bastante tempo no mercado brasileiro, na forma de pistolas, mesmo antes do surgimento do esporte por aqui. Necessitam da ação humana para engatilhamento do dispositivo de disparo, que deve ser repetida a cada ciclo. Também são encontradas na forma de rifles de precisão, as conhecidas sniper’s, além de shotgun’s e mossberg’s. Atualmente, as armas mais comuns de se encontrar entre os praticantes são as AEG’s, tanto em razão do preço e funcionalidade, quanto à disponibilidade e acessibilidade para a aquisição. As mais comuns são os rifles de assalto e as pistolas, mas existem nas apresentações mais variadas. Com a popularização do esporte pelo mundo, cada vez mais os fabricantes se empenham em atender às demandas. Desde armas de suporte, como metralhadoras de grande capacidade, até modelos híbridos, que combinam o mecanismo elétrico com o manual, em novos rifles de precisão, são as que estão mais difundidas. Mas se o quesito é aproximação com a realidade do disparo, as GBB’s agradam a todos os gostos. Como funciona pela ação de gases (propano, CO², HFC 134), tecnologia semelhante à das armas de fogo, tem a vantagem de oferecer ao praticante uma experiência mais realística.

Porém a aquisição e propriedade desse tipo de arma de Airsoft esbarram em restrições impostas pela legislação atual. Exige-se do operador o Certificado de Registro junto ao Exército Brasileiro, processo dispendioso e demorado, o que desencoraja a adesão a esse tipo de equipamento. Diferentemente das GBB’s, outros modelos de armas de Airsoft exigem tão somente do interessado que seja maior de 18 (dezoito anos) e que adquira o equipamento em loja legalizada. Importa ressaltar que o transporte das armas deve ser feito sempre em recipiente adequado, como uma maleta ou bolsa, acompanhada de nota fiscal ou certificado de importação que comprovem a origem lícita. As armas também devem estar desmuniciadas e, no caso das elétricas, sem bateria.

O AIRSOFT no Brasil


OAirsoft começou a ser praticado no Brasil em 2003, de maneira informal. Até então, não existia conhecimento à respeito por parte das autoridades brasileiras, o que deixava o esporte à margem da lei. Após muita divulgação do Portal Airsoft Brasil, pioneiro na matéria, e diversas reuniões com a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro, é editada a portaria nº 006-D LOG, em 29 de novembro de 2007, primeira regulamentando as armas de pressão destinadas ao Airsoft. Em 26 de fevereiro de 2010, é editada a portaria nº 002-COLOG, que passou a regulamentar o esporte de maneira mais específica, trazendo a exigência da ponta de cores laranja ou vermelho vivo para a diferenciação das armas de fogo. De lá pra cá, o número de praticantes só faz aumentar, com o surgimento de novas lojas e fornecedores de equipamentos e acessórios, na esteira da popularização do esporte. A prática do Airsoft, apesar de ainda ser restrita a um público pequeno, tem grande potencial para a economia. É certo de que quanto mais o desportista se aprimora na atividade, mais passa a exigir em matéria de equipamentos, como uniformes, acessórios de proteção, etc. Isso favorece o surgimento de novas indústrias e geração de empregos.

Pilares do Airsoft


Mas se as armas de Airsoft não “marcam”, como identificar um operador atingido? Como atividade coletiva, o Airsoft precisa ser encarado de uma maneira diferente de outros esportes. É preciso que haja, sobretudo, honestidade por parte dos praticantes em se acusarem quando atingidos, explicitando a honra tão propagada no esporte. Por ser um esporte de contato, em que existe a grande probabilidade de pequenas lesões provocadas pelos disparos, é preciso que exista não somente a honra como também um clima de amizade. Tenha em mente que, até que se prove o contrário, seu adversário não quer te ferir, e sim fazer o papel dele no jogo. O uso de equipamentos de proteção é indispensável. É obrigatório utilizar óculos ou máscaras adequadas para a prática do esporte. O uso de luva, coturno, shemag, capacete, joelheira, cotoveleira é de extrema importância para a boa prática do esporte.

O AIRSOFT na atualidade


Vivemos hoje um período de incerteza quanto ao futuro do esporte, haja vista a preocupação cada vez maior com a restrição do acesso à armas de fogo, e por consequência à produtos controlados, como são as armas de Airsoft. Buscando regulamentar de maneira mais efetiva o esporte, o Deputado Federal Alexandre Leite (DEM-SP), apresentou, em 16 de outubro de 2012, o Projeto de Lei nº 4546/2012 nesse sentido. A tramitação do projeto vem se arrastando desde então.

A aprovação do referido projeto traria segurança jurídica não somente aos praticantes, mas também a toda indústria e comércio que giram em torno do esporte, visto que hoje ele é tratado por uma medida administrativa do Comando do Exército Brasileiro, revogável ou modificável a qualquer tempo.

A ATAC MilSim mantêm-se atenta à toda movimentação legislativa e administrativa, com o firme compromisso de informar à nossa comunidade sobre os rumos do esporte.